Caráter Rígido

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O caráter rígido é, paradoxalmente, o mais difícil de reconhecer como "problema" — porque é o mais funcional, o mais adaptado, o mais socialmente aceito de todos os tipos. A pessoa com estrutura rígida dominante é tipicamente competente, organizada, produtiva, ética, controlada. Seu corpo é frequentemente bonito — simétrico, bem proporcionado, com bom tônus muscular. Nada parece "errado." E é exatamente aí que mora a armadilha: a armadura do rígido é tão bem construída, tão elegante, tão socialmente recompensada que pode passar a vida inteira sem ser questionada. Mas sob a superfície impecável, há um coração que aprendeu a não se entregar.

“O rígido é como um cavaleiro medieval: a armadura é magnífica, o porte é nobre, a postura é irrepreensível. Mas dentro da armadura, o coração bate sozinho.” — Alexander Lowen, O Corpo em Terapia (1971)

O direito fundamental: amar com o coração aberto

A ferida do rígido é a mais tardia na sequência desenvolvimental: ocorre na fase edípica, entre 3 e 6 anos. A criança se apaixonou pelo progenitor do sexo oposto — com toda a intensidade e inocência do primeiro amor — e foi rejeitada. Não com crueldade, necessariamente, mas com a mensagem: "Isso não pode ser." O amor da criança foi devolvido como inadequado, e ela aprendeu que abrir o coração leva à rejeição. A solução foi manter o coração protegido — funcionar bem, ser competente, mas nunca se entregar completamente.

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