A topografia da couraça

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Se a couraça é real — e Reich insistiu por toda a vida que ela é tão real quanto um osso fraturado —, então ela tem uma geografia. Pode ser mapeada. Tem regiões, fronteiras, densidades diferentes em pontos diferentes do corpo. E foi exatamente isso que Reich fez nos anos 1930 e 1940: criou uma topografia da couraça, um mapa do corpo emocional que organiza a tensão muscular crônica em sete faixas horizontais, chamadas segmentos.

Por que anéis horizontais?

A descoberta de que a couraça se organiza em anéis horizontais — e não em linhas verticais — é uma das observações mais contraintuitivas de Reich. À primeira vista, você poderia esperar que a tensão se organizasse ao longo dos grandes grupos musculares: os braços, as pernas, as costas. Mas Reich observou algo diferente na clínica: quando a emoção se move no corpo, ela se move em ondas — ondulações que percorrem o corpo da cabeça aos pés, como as ondas peristálticas do intestino ou as contrações do parto.

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