Vegetoterapia: princípios

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A vegetoterapia caractero-analítica — para usar seu nome completo — nasceu no final da década de 1930 como a primeira psicoterapia corporal sistemática da história. Reich não inventou a ideia de que corpo e mente estão conectados; filósofos haviam dito isso por milênios. O que ele fez foi criar um método clínico para trabalhar diretamente com o corpo dentro de um enquadre terapêutico rigoroso. Essa distinção é fundamental: a vegetoterapia não é uma prática corporal, não é uma técnica de relaxamento, não é um exercício de consciência corporal. É uma intervenção clínica que opera sobre a couraça muscular para dissolver defesas caracterológicas e restaurar a capacidade de pulsação do organismo.

Por que "vegetoterapia"?

O nome vem de "vegetativo", referindo-se ao sistema nervoso vegetativo — o que hoje chamamos de sistema nervoso autônomo. Reich escolheu esse termo porque sua abordagem visava atingir as funções involuntárias do organismo: a pulsação, a respiração profunda, os movimentos peristálticos, as reações vasomotoras, o tremor espontâneo. Tudo aquilo que o controle consciente do ego não alcança — e que a couraça muscular crônica distorce e bloqueia.

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