Trabalho com a respiração

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Se existe um fio que atravessa toda a obra clínica de Reich, esse fio é a respiração. Desde suas primeiras observações em Viena até os últimos experimentos em Rangeley, Maine, Reich jamais deixou de se impressionar com um fato simples e devastador: os pacientes neuróticos não conseguem respirar plenamente. Não que eles tenham doenças pulmonares — seus pulmões funcionam perfeitamente. Mas algo entre a intenção de respirar e a respiração plena se interpõe. Esse algo é a couraça. E a respiração, por ser ao mesmo tempo voluntária e involuntária, consciente e automática, tornou-se a via régia de acesso ao sistema de defesas do organismo.

A respiração como pulsação

Na visão reichiana, respirar é pulsar. A inspiração expande o organismo — o peito se abre, o abdômen se projeta, o corpo cresce. A expiração contrai — o peito recolhe, o abdômen se retrai, o corpo se encolhe. Essa alternância entre expansão e contração é a expressão mais fundamental da vida. Quando a respiração flui sem obstáculos, o organismo pulsa; quando a respiração encontra bloqueios, a pulsação se fragmenta. Cada ponto onde a respiração para revela um anel de couraça.

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